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Desempenho revisado

A revisão da Norma de Desempenho foi publicada em fevereiro e passará a vigorar a partir do próximo dia 19 de julho. A principal mudança está explicitada no nome da NBR 15.575:2013 Edificações Habitacionais - Desempenho: diferentemente da versão anterior, restrita a residenciais de até cinco pavimentos, o novo texto é mais abrangente e contempla projetos habitacionais de qualquer porte.

A primeira versão da norma, publicada em 2008, pegou as empresas de surpresa e impôs severas dificuldades aos construtores, aos projetistas e à indústria de materiais para se adequarem aos requisitos apresentados no documento, muitos deles inéditos à época. Em conjunto, as principais entidades da indústria da construção conseguiram estender o prazo de exigibilidade da NBR 15.575 - período em que os comitês técnicos reavaliaram as lacunas da norma e atualizaram as metodologias de avaliação de desempenho, e os fabricantes se mobilizaram para adequar seus produtos e processos de fabricação às exigências do texto.

Hoje, porém, o conceito de desempenho já não é mais novidade. Mesmo assim, o prazo de 150 dias para adequação do mercado ainda é considerado curto. Na avaliação de Wang Mou Suong, sócio-diretor da PHE Projetos, grande parte do mercado não está preparada para a alteração. "Não creio que a maioria das construtoras esteja preparada para essas mudanças no momento, pois elas envolvem conhecimentos específicos da norma, requalificação do pessoal de obra e engenharia, além de revisão de custo estimado, quando o empreendimento já está lançado ou comercializado", afirma.

Mais detalhada e abrangente, a NBR 15.575:2013 deve gerar uma pequena alta nos custos da construção. Isso pode acontecer até mesmo entre os empreendimentos de alto padrão que, em geral, já cumprem requisitos mínimos de qualidade em diversos itens por pressão do próprio público consumidor, muito mais exigente. "Para quem já atende a todas as normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o impacto de custo será pequeno, mas deve existir", afirma Carlos Borges, diretor técnico da construtora Tarjab. Para atingir o nível superior de desempenho, as estimativas variam de 5% a 7% de acréscimo no custo final da obra.
"Considerando todo o ciclo de vida da obra, incluindo o investimento inicial, o custo de operação e o custo de manutenção, a adequação dos projetos à NBR 15.575 é fator de barateamento da construção", acredita Ercio Thomaz, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

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